O Governo pretende ter mil doutorados nas pequenas e médias empresas e vai, em breve, promover esse concurso no âmbito dos fundos do Portugal 2020, disse hoje o ministro adjunto e do Desenvolvimento numa mensagem gravada que endereçou aos participantes na conferência ‘Inovar’ e na qual deixou claro que a “aposta fundamental” do Governo, no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio se centra no “reforço da transferência” de conhecimento do sistema científico para o tecido económico. Não podendo estar presente na sessão de encerramento, Poiares Maduro gravou um pequeno vídeo que foi transmitido aos presentes.
O ministro começou por sublinhar que a “preocupação” do Estado com a inovação se estende para lá do próprio tecido económico, ao domínio da modernização da administração pública e à promoção de políticas públicas inovadoras. Por outro lado, lembra que 40% dos fundos do próximo quadro comunitário, o Portugal 2020, serão dedicados à internacionalização da economia.
“E nesse âmbito, para termos uma economia que seja competitiva, e que seja competitiva com melhores salários e com mais resiliência para o futuro, é fundamental reforçar a inovação promovendo, também, uma relação melhor entre o nosso sistema científico e o nosso tecido empresarial”, frisou.
Poiares Maduro reconheceu que o país teve, nos últimos anos, “um desenvolvimento muito importante”, do seu sistema científico, quer em termos do número de doutorados quer do número de publicações científicas, mas lamenta que não tenhamos conseguido converter este desenvolvimento em valor económico. “Não conseguimos transferir aquilo que é produzido no sistema científico para o tecido empresarial. Em parte, isso é reflexo quer da cultura existente no nossos sistema cientifico quer da cultura existente no nosso sistema empresarial”, disse, sublinhando que o próximo quadro comunitário procura criar os incentivos para reforçar essa transferência de conhecimento para “não continuarmos a ser um dos países da Europa que tem um dos mais baixos números de doutorados nas empresas e que tem um número de patentes muito reduzido per capita“.
Além do reforço no número de doutorados nas empresas, o ministro prometeu a criação de apoios na forma simplificada a certos tipos de empreendedorismo, de investigação e de inovação das empresas, designando-os por vale para investigação, vale para o empreendedorismo e vale para a inovação, além de apoios à proteção da propriedade intelectual, ao arranque de centros tecnológicos, incubadoras de empresas, oficinas de transferência de conhecimento e a start-ups e spin-offs do sistema científico.
Tudo em nome da “aposta fundamental no reforça da transferência do conhecimento”, de modo a que a inovação seja “parte da cultura, da administração e das políticas do país”.
O Dinheiro Vivo em parceria com a TSF e a NOS anunciaram hoje a criação do Prémio Inovação NOS, que vai distinguir 30 empresas em três categorias distintas: grandes, médias ou pequenas empresas e start-ups.


